sábado, 1 de novembro de 2014

Outra vez na estrada

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Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue,
Dando ordens a quem não sabe,
Obedecendo a quem tem,
Só espero a hora,
Nem que o mundo estanque,
Pra me aproveitar do conforto,
De não ser mais ninguém.

Eu vou virar a própria mesa,
Quero uivar numa nova alcatéia,
Vou meter um "Marlon Brando" nas idéias,
E sair por aí,
Pra ser Jesus numa moto,
Che Guevara dos acostamentos,
Bob Dylan numa antiga foto,
Cassius Clay antes dos tratamentos,
John Lennon de outras estradas,
Easy Rider, dúvida e eclipse,
São Tomé das letras apagadas,
E Arcanjo Gabriel sem apocalipse.

Nada no passado,
Tudo no futuro,
Espalhando o que já está morto,
Pro que é vivo crescer,
Sob a luz da lua,
Mesmo com sol claro,
Não importa o preço que eu pague,
O meu negócio é viver.

Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela... 

(Jesus numa moto- Sá, Rodrix & Guarabira)


Anima

https://www.flickr.com/photos/gallfreitas/


Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
Achou de nomear gritando... alma
Recriar cada momento belo já vivido e mais,
Atravessar fronteiras do amanhecer,
E ao entardecer olhar com calma e então

Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem,
vida tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma

Viajar nessa procura toda de me lapidar nesse momento agora
De me recriar, de me gratificar de custo alma, eu sei
Casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem,
vida todo afeto que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser


(Milton Nascimento/José Renato)




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cruzada




Não sei andar sozinho
Por essas ruas
Sei do perigo
Que nos rodeia
Pelos caminhos

Não há sinal de sol
Mas tudo me acalma
No seu olhar

Não quero ter mais
Sangue morto nas veias
Quero o abrigo
Do seu abraço
Que me incendeia

Não há sinal de cais
Mas tudo me acalma
No teu olhar

Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também se dá um beijo
Dá abrigo

Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo
Dá abrigo

Se dá um riso
Dá um tiro

Não quero ter mais
Sangue morto nas veias
Quero o abrigo
Do seu abraço
Que me incendeia

Não há sinal de paz
Mas tudo me acalma
No seu olhar

Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também se dá um beijo
Dá abrigo

Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo
Dá abrigo

Se dá um riso
Dá um tiro

Você também
Se dá um beijo
Dá abrigo

(Renato Braz e Boca Livre)



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